Saída da infoexclusão

Hoje, 9 semanas depois do pedido oficial, tivemos a instalação final da linha telefónica cá em casa. Não só temos número de telefone, como também temos ligação super banda larga. Por “super banda larga” entenda-se: 17,8 dos prometidos 24 Mbits. Para quem tinha uma ranhosa ligação WiFi, precária e roubada de um vizinho, isto sabe-me a pato. Ficou aquém de “meia semana” para chegar ao “período mágico” que é sobejamente conhecido pela minha geração. “Meia semana” e, em vez de um rabugento técnico da Clix com a mania que sabia mais do assunto que eu, a instalação ser feita por uma galdéria cavalona em bikini. E trazer um cesto de frutas. E mel. Certamente que a minha amada cara metade, que trabalhava na sala ao lado, ia compreender e aceitar :D

Juntei-me ao "passarinho"

E é só olhar para mim a chilrear... :D Só falta mesmo arranjar uma aplicação fixolas para o meu iPhone 3G Branco (16GB) :)

As minhas verdades #1

Há coisas que nos são tão óbvias que mal damos por elas. Aqui começo uma (longa) série de posts, intitulada “as minhas verdades”. Posso assim explanar uma série de conclusões que vou retirando desta coisa que é viver em sociedade, num pedaço de terreno quase árido a que se dá o nome de Portugal.

1. Portugal está sempre atrasado face ao crescimento Europeu – todos sabemos disto. Todos sentimos isto. Para os porquês, todos apontamos razões: somos um país de corruptos, temos baixa ou nenhuma produtividade, vivemos acima das nossas capacidades, a nossa classe política é execrável, o Benfica não ganha o campeonato há mais de 4 anos (embora mereça claramente!), etc. Não digo que as anteriores razões não sejam verdadeiras ou até mesmo parcialmente responsáveis pelo nosso crónico atraso. Agora, o nosso atraso deve-se ao simples facto de só se fazer alguma coisa neste e por este país de quatro em quatro anos, quando há eleições. Ver a situação actual em Lisboa, que é um autentico poço de obras, rapidez, eficiência. Assim, enquanto os restantes compadres Europeus lá vão, continuamente e ano após ano, evoluindo, “nós” temos um período de “progresso” de quatro em quatro anos.

2. Porque é que há tantos casos de pedofilia masculina/homossexual na estrutura da Igreja Católica? – esta não me era óbvia. Nem era um assunto pelo qual me seja natural debruçar (perceberam? “debruçar”? tenho que arranjar um identificador de “piada inteligente”...). No entanto, na sexta-feira passada, num tão agradável quanto inesperado encontro, com a ajuda de uns Mojitos e Morangoskas, a resposta saiu-me tão naturalmente quanto depois se tornou óbvia: porque os padres (e demais hierarquias), ao renunciarem aos pecaminosos prazeres da carne, as coisas a que têm acesso e são mais parecidas às páginas centrais da PlayBoy são as imagens das escrituras. A citar: “A virgem e o menino”, “São João Baptista e o menino”, “Santo António e o menino”, “O menino no berço”, “O menino recebe prendas de três reis matulões” (um dos quais de ascendência africana...). Isto para não falar na adoração física e quase que doentia de estátuas do menino. E depois admiram-se...

Mistérios de um universo com propósito duvidoso (#01)

  1. A partir de certa hora da madrugada, alguns canais portugueses de sinal aberto têm umas meninas de fartos seios e decotes tão generosos quanto os seios são fartos. As pessoas telefonam para lá, pagam uma barbaridade pela chamada, e tentam adivinhar uma porcaria qualquer. Não pondo em causa a legitimidade e honorabilidade do trabalho das meninas, porque é que numa palavra “mistério” de quatro letras uma ouvinte lança o palpite: “CARRO”?
  2. Depois de tudo o que se disse do (já há quatro anos) treinador do Sporting Clube de Portugal, serei eu o único que acha que isto é um péssimo nome para um cabeleireiro de homens?

  3. Porque é que os benfiquistas vão voltar a votar no LFV e os portugueses vão voltar a dar a maioria ao PS?
  4. Porque é que eu gosto desta foto? (taken with a RiPhone 3G 16 GB white)

O Fio

Eu e o meu Amor estamos ligados por um fio. Tudo nos passa por este fio. Não está preso ao pescoço, nem ao pulso, nem a um dedo. O fio está lá, preso, naquele sítio que se aperta, que aglutina a nossa existência, que nos tira o ar e a existência, quando sentimos falta do nosso Amor. E eu sei que é o nosso fio, pois é o meu Amor, na outra ponta, que o puxa quando sente o mesmo por mim. Vivemos tudo através deste fio, como se sempre estivéssemos um com o outro. Falamos, sonhamos, choramos, sentimos, vivemos e sorrimos. Tudo passa por este fio. Não é por morse, ou até mesmo como se de telefone fosse. É apenas um fio. Um que nunca se rompe. Mas é esse fio que me liga a mim ao meu Amor.

Há quem diga que é intuição. Há quem ouça e desdenhe, dizendo mesmo que é imaginação ou até loucura. Mas não é. Nós os dois sabemos que é verdadeiro. Que existe. Que está lá. Que nos une. E quando pensamos nesses pobres que não compreendem, que não o vêem, rimo-nos muito. Rimo-nos como duas crianças. Pois só os olhos das crianças vêem o que de mais belo e verdadeiro é. E é este riso puro que lançamos ao mundo até os pulmões se esvaziarem de ar.

Naqueles dias em que tudo parece ruir, em que as minhas pernas vacilam como varas verdes, o meu Amor sabe. Porque eu e o meu Amor estamos ligados por um fio. E por esse fio, o meu Amor fala-me, sussurra-me, chama-me com palavras de Amor. Por mais perdido que esteja, por mais cerrada que esteja a névoa, por mais espessa que esteja a noite ou por mais cego que o sal que aos meus olhos atirei me tenha deixado, chego sempre até ao meu Amor. Porque eu e o meu Amor estamos ligados por um fio, e segui-lo-ei até ao fim, até a encontrar.

E se no fim, depois de percorrer o nosso Fio, o meu Amor não estiver à minha espera, não faz mal. Poderei sempre usa-lo para me enforcar.

Em defesa do meu bom nome

Como consequência do pequeno reparo que fiz, ali, uns posts abaixo, venho esclarecer uma situação que, à primeira vista e para um leitor mais imediatista, pode ser lesiva ao meu (imaculado) bom nome.

A minha cachopa (que me caia um raio em cima se não é uma santa senhora) acha jocosamente que a minha avaliação da qualidade de determinado tipo de música é directamente proporcional à quantidade de gajas boas, oferecidas e semi-desnudadas apresentadas no respectivo videoclip. Para fornecer um correcto e complementar conjunto de exemplos, abaixo indico um conjunto de videoclips que, em consciência, se poderão enquadrar em tal definição.

Ora, confesso que são tudo músicas das quais gosto e que, apesar deste meu perfil profundo e intelectual (que é tão certo e justo quanto o nascer do sol), ouço recorrentemente. Não falo de outro tipo de música que ouço porque, se assim como assim já tenho poucos leitores do blog, menos ainda teria. Se entretanto se fartarem desta minha faceta comercial, e por alguma razão que me transcende quiserem uns devaneios sobre Românticos e Românticos tardios, façam o favor de se chegarem à frente e pedir!

E relativamente às cavalonas que aparecem nos vídeos supra citados, assim a atirar para o porcas ordinarecas, oferecidas e badalhocas, como éguas a tresandar de cio, não vou dizer que desgosto. Alias, em consciência, não posso negar que até lhes acho alguma piadinha.

Mas não é por isso que gosto das músicas. Gosto das músicas porque (principalmente as supra citadas) têm todas uma linha comum que me agrada: uma tonalidade melódica tendencialmente menor e um ritmo envolvente e obsessivo. Tal como esta também por mim previamente referida.

No que toca às raparigas que neles surgem – razão pela qual me sinto injustamente perfilado – julgo também ser relevante indicar que não sou a única pessoa a quem os seus perfis esguios (mas em locais precisos generosamente avantajados) agradam à vista. Mulher que se preze (tipo daquelas que para aí andam a berrar e reclamar iguais direitos e oportunidades, e nesse aspecto tiro o chapéu à minha cachopa) também sabe reconhecer todo o ascendente de artístico e de belo que estes videoclips transportam. E mesmo que não tenham a frontalidade de o admitir – vá, como um “homem” – no seu intimo, gostam de ver, comentar e, quem sabe até, invejar.

RiPod80 #200903

Para malta que, como eu, já entrou "na idade", uma música que passava sempre nos TOPs de música da RTP1, lá para muito antes dos anos 90 e assim...

RiPod #200902



... e "bem bonita" que a música é. Mais uma borla deste vosso amigo.

RiPod #200901

Há falta de melhor, aqui vai uma dica:



Há algo de cativante naquele "aaaaahhhhh ... push it, push it!"

PS: A minha cachopa acha que sou um ordinário. Eu? Vá-se lá perceber!!!

A Anatomia do Mail

Todos nós recebemos porcaria no e-mail. Todos nós estamos saturados mensagens do “Amor de Deus”, dos “milagres da natureza”, do “pardal com QI exorbitante”, das “crianças perdidas”, dos “problemas da matemática”, do “ou passas isto aos teus contactos ou nasce-te uma verruga nos genitais”, etc.

Todos nós, nalguma altura da nossa vida, já cedemos a este momento. Poderia desenvolver esta teoria, estabelecendo uma relação directa entre o nº de emails que são enviados por uma pessoa e o seu tempo livre. Poderíamos também estabelecer uma relação igualmente directa mas inversamente proporcional entre essa quantidade e a inteligência da dita pessoa. Mas não é isso que, neste momento, me interessa referir.

Um recente estudo revela que, em média, uma mensagem de e-mail (aproximadamente 16kB) tem uma pegada de carbono de 0,3 grama de CO2. Estes custos contemplam gastos em electricidade de routers, servidores de mail e, sobretudo, custos de filtragem e análise (anti-vírus, anti-spam, etc.).

Andar um metro de carro tem, como emissões equivalentes, 0,3 grama de CO2. Sem muito esforço, olhando para a minha caixa de correio, chego rapidamente à conclusão que poucas são as mensagens de 16kB que recebo. Muitas delas estão várias ordens de grandeza a cima. Mas, na realidade isso não interessa.

Veja-se o caso do dia de hoje. Até ao momento, recebi mais de 20MB em e-mails de publicidade, SPAM, pessoais e trabalho. Fazendo umas contas simples, isto equivale, sensivelmente, a 384 grama de CO2. Ou 1280 metros de carro. Fazendo uma média simples e diária, excluindo propositadamente a altura do natal e outras festividades em que a caixa de correio explode com tudo e mais uma coisa, isto equivale a 140kg de emissões de Gases de Efeito de Estufa. Ou andar, de carro, pouco mais de 460 km.

O e-mail tem custos. A maior parte das pessoas não os vê. A maior parte das pessoas não sabe e pensa que é um meio limpo. E, comparativamente a outras formas, é.

Não pensem que, com isto, estou a armar-me em puritano, evangelista do ambiente, ou mesmo arauto das ferramentas do demo. Não. Quero apenas apelar às pessoas que insistem, diariamente, em encher-me o correio de trampa, que se não vão lá pelo respeito que me têm, que pensem no ambiente. O quer que vos sirva para não empanar o meu Outlook.